
Existe uma tecnologia inovadora que capta o calor do sol, armazena e consegue gerar eletricidade por horas, até mesmo durante a noite. Parece revolucionário, não é mesmo? Pois bem, essa tecnologia não só existe, como já está sendo utilizada em algumas partes do mundo, e não estamos falando das baterias tradicionais. Estamos falando da energia heliotérmica, uma solução de energia renovável com grande potencial.
O que é a energia heliotérmica?
Quando falamos sobre energia solar, a maioria das pessoas imediatamente pensa nos painéis solares fotovoltaicos, aqueles que vemos instalados em telhados e grandes fazendas solares.
No entanto, existe uma outra forma de aproveitar o sol para gerar eletricidade: a energia heliotérmica.
Essa tecnologia se baseia no conceito de concentração solar. Em vez de capturar a luz como os painéis fotovoltaicos, a energia heliotérmica usa espelhos para direcionar e concentrar os raios solares em um ponto específico, onde o calor é absorvido por um fluido térmico.
Esse calor é então usado para gerar vapor, que aciona turbinas para produzir eletricidade.
Tipos de usinas heliotérmicas
Existem três principais tipos de usinas heliotérmicas, e a grande diferença entre elas é o mecanismo de concentração da luz solar. São elas:
✅ Torres solares: Onde os espelhos refletem e concentram o calor em uma torre central.
✅ Sistemas de calhas parabólicas: Que concentram a radiação solar em tubos que contêm um fluido térmico.
✅ Discos parabólicos: Que utilizam uma estrutura circular para captar o calor e gerar eletricidade diretamente.
O diferencial e desafios da energia heliotérmica
O grande diferencial dessa tecnologia é a capacidade de armazenar o calor, o que resolve um dos grandes desafios da energia solar fotovoltaica: a intermitência. Ou seja, a energia heliotérmica pode fornecer eletricidade mesmo durante a noite ou em dias nublados, ajudando a atender à demanda de energia nos horários de pico, quando a rede elétrica está mais sobrecarregada.
Como qualquer outra tecnologia, a energia heliotérmica também enfrenta desafios. Embora seja uma tecnologia de grande potencial, os módulos fotovoltaicos caíram significativamente de preço nos últimos anos, o que resultou em mais investimentos nas mega fazendas solares.
Quando comparamos a energia solar fotovoltaica com a heliotérmica, podemos destacar algumas vantagens que fazem a fotovoltaica se sobressair, como:
- Menor custo de instalação.
- Tecnologia mais acessível e popularizada.
- Facilidade de instalação, desde residências até grandes usinas.
- Baixa necessidade de manutenção.
A energia heliotérmica no Brasil
E como o Brasil se posiciona nesse cenário? Infelizmente, a energia heliotérmica ainda é pouco explorada no país. Nossa matriz energética é dominada por hidrelétricas e, mais recentemente, pela energia solar fotovoltaica e eólica.
No entanto, isso não significa que o Brasil não tenha potencial para desenvolver essa tecnologia. Com a alta incidência solar, especialmente em regiões como o Nordeste, o país poderia aproveitar essa fonte para complementar a matriz energética e garantir maior estabilidade ao sistema elétrico.
Alguns projetos de energia heliotérmica já foram testados no Brasil, mas ainda é necessário mais investimento para que essa tecnologia se torne viável em larga escala e ganhe mais espaço na nossa matriz energética.
Conclusão
Agora, queremos saber sua opinião: você acha que o Brasil deveria investir mais em energia heliotérmica?
Ou você acredita que a energia solar fotovoltaica e a eólica já são suficientes para atender às nossas necessidades energéticas?
Deixe sua opinião.
Fale diretamente conosco através do 31 99441 – 3245.
Confira mais matérias sobre Energia Solar e assuntos semelhantes nos canais Instagram, Youtube ou Linkedin